sábado, 2 de março de 2013

Ensino de Condução em Portugal! Quanto Vale Uma Carta de Condução?


Já escrevi aqui, em crónicas anteriores, sobre valores concretos do custo de uma carta de condução. Hoje, vou tentar analisar o assunto de uma perspetiva diferente, percebendo que significado damos a uma carta de condução.
Reparem que a carta de condução é obtida apenas uma vez, salvo muito raras exceções, ficando o seu portador na posse de uma ferramenta que irá utilizar quase todos os dias até perto do final da sua vida, na maioria dos casos.
Atualmente, a condução de um veículo é uma condição quase essencial para a grande parte da população satisfazer as necessidades da mobilidade, tanto a nível profissional como de lazer.
Ora, tratando-se de uma ferramenta tão importante e que é utilizada tantas vezes e durante tanto tempo, podemos fazer aqui um pequeno exercício de comparação relativamente a outros bens ou serviços pelos quais também pagamos um determinado valor.
Qual o valor de uma carta de condução comparada com uma viagem ao Brasil ou às Caraíbas? Quanto iremos gastar nos próximos 20/30 anos em iphones ou smartphones? Quanto gastam os jovens candidatos à obtenção de carta em festivais de rock durante os 6 ou 7 anos em que têm paciência para comer pó, dormir e comer mal? Quanto custou o LCD que temos na sala e que só tiraríamos verdadeiro proveito dele se partíssemos a parede e nos sentássemos a ver televisão no final da sala do vizinho? Podemos, também, fazer esta comparação com todos os outros gastos que são necessários para podermos conduzir. Quanto iremos gastar em todos os automóveis que compramos durante toda a nossa vida? Quanto iremos gastar em combustível durante os 30, 40 ou 50 anos em que conduzimos? Quanto iremos gastar em pneus? Em impostos de circulação? Em revisões automóveis?
Escrevendo agora diretamente para alguns profissionais do ensino da condução, estas são perguntas que devem fazer aos candidatos, aos vossos potenciais alunos, mas principalmente que devem fazer a vós próprios. Que valor estão a dar à obtenção de uma carta de condução e mais importante do que isso. A ENSINAR A CONDUZIR, ao trabalhar da forma em que estão? Que credibilidade estão a dar ao vosso trabalho? Ensinem a conduzir, não vendam cartas!
E de que forma está esta conversa toda relacionada com a imagem deste artigo? Tal como Mcnamara, eu gosto do que faço. Adoro ensinar a conduzir, sinto-me um privilegiado por isso e também por liderar uma equipa de profissionais que, no ano que à pouco findou apresentámos uma taxa de aprovações de 100% em ciclomotores, pesados e formação CAM e 98,2% de aprovações em motociclos e ligeiros, certamente que é record a nível nacional.
Hoje já ninguém acredita naqueles preços de 400 euros ou até menos em que as pessoas reprovam, voltam a reprovar, gastam mais de 1000 euros e é um desânimo total para quem se inscreveu nessas escolas.
A lei mudou, os examinadores são confrontados com uma série de exigentes requisitos, que, só alunos bem preparados terão êxito. É o fim das escolas low-cost, que, não tenho dúvidas tanto mal provocaram aos candidatos a condutores!
Hoje os examinadores já sabem da má preparação que advém das escolas low-cost e antes de iniciarem o exame a alunos vindos dessas escolas já estão quase reprovados!
Obter a carta de condução, nunca será como ir ao supermercado comprar um kg de maçãs!
Trabalhem com qualidade, com seriedade, trabalhem para formar bons condutores, para diminuir a sinistralidade rodoviária, para que as gerações futuras tenham cada vez maior civismo ao volante.
Vençam a concorrêcia por terem os melhores instrutores, por formar o melhores condutores, por terem as maiores taxas de aprovação. Dêem o melhor de vós e no final, cobrem um preço justo por isso.
Só assim, será possível continuarem a encarar o domingo à noite com o mesmo sorriso nos lábios de sexta-feira!
Amilcar Ferreira

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A CARTA DE CONDUÇÃO E A INIBIÇÃO DE CONDUZIR


A carta de condução representa, certamente, para todos os condutores um “bem” de elevada importância e, em muitos casos, imprescindível para desenvolver uma determinada atividade profissional. Nos dias de “hoje” até para “arranjar” trabalho depende-se de tão pertinente título.

Atendendo à importância dos meios de transporte individuais, a carta de condução assume (cada vez mais) uma relevância e uma importância acrescida, pelo que, cada condutor deverá (re)pensar o seu papel no ambiente rodoviário.

Deverá refletir sobre a prevenção, a segurança rodoviária, o cumprimento do Código da Estrada e o respetivo regime sancionatório. Na verdade, o conjunto das sanções previstas na legislação rodoviária que passam pela aplicação de coimas, inibição de conduzir, cassação e interdição de obtenção de novo título, devem fazer pensar qualquer condutor e apelar ao cumprimento rigoroso das regras estradais.

Esta reflexão, esta responsabilidade de ser condutor é acrescida para quem utiliza o veículo como instrumento imprescindível do seu trabalho, pois a eventualidade de aplicação de sanção acessória de inibição de conduzir vai impossibilitar o desenvolvimento da sua atividade profissional.

Na verdade, o risco de praticar uma infração e ficar inibido de conduzir e, em consequência, ficar impedido de poder exercer a sua atividade profissional é certo e quase automático no âmbito das contra-ordenações muito graves.

Digo isto porque o Código da Estrada não prevê a figura da suspensão da execução da inibição de conduzir para as contra-ordenações muito graves.

Ou seja e dito de outro modo, ao praticar uma contra-ordenação muito grave o condutor terá – em caso de condenação – que cumprir a sanção de inibição de conduzir pelo período mínimo de dois meses. Saliento algumas contra-ordenações muito graves:

  • Não respeitar o sinal de STOP; Não respeitar o sinal luminoso vermelho; Causar encadeamento com os máximos; Conduzir sob efeito de substâncias psicotrópicas; Conduzir com uma taxa de álcool igual ou superior a 0,80 gramas de álcool por litro de sangue e inferior a 1,20 gramas de álcool por litro de sangue; Parar, estacionar na faixa de rodagem em auto-estrada; Conduzir uma categoria de veículo para a qual a carta de condução não habilita.

Todo o regime sancionatório do Código da Estrada é dissuasor da prática de infrações, quer pela inibição de conduzir, quer, até, pelo valor das coimas previstas na nossa lei que ultrapassam (em muito) o salário mínimo nacional, por exemplo: veja-se a moldura prevista no Código da Estrada para a condução sob a influência do álcool com uma taxa igual ou superior a 0,8g/l (e inferior a 1,2 g/l), em que a coima vai desde 500 a 2,500€.

Não tenham dúvidas, as forças de segurança, com destaque para as suas secções de trânsito, andam numa caça desenfreada às coimas por ordem direta do Governo. Com efeito, o ministro da Administração Interna reconheceu recentemente que deu instruções políticas para as polícias aplicarem mais coimas.

Como não conseguem aumentar as receitas fiscais, como já venderam (quase) tudo o que havia para vender neste país, resta a intensificação das várias fiscalizações suscetíveis de confiscar mais uns euros aos portugueses.

E as polícias aí estão pressurosas a cumprir mais essa tarefa de exação dos cidadãos. As suas patrulhas não se mostram aos condutores para dissuadirem a prática de infracções. Escondem-se para aplicar coimas, tudo para, entre outras coisas muito meritórias, pagar o desfalque que uma quadrilha de notáveis fizeram a um banco privado, o BPN.

Tentem não participar neste “peditório”, cumpram o regulamento do Código da Estrada, para que não vos “saquem” mais dinheiro e para que a vossa vida e dos outros nunca esteja em risco, afinal ela é única!

Amilcar Ferreira

Diretor/Instrutor Escola de Condução Estrela do Nabão

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Como Conduzir Veículos Pesados de Passageiros!


Têm-se verificado nos últimos tempos, vários acidentes rodoviários em que são intervenientes, veículos pesados de passageiros (autocarros). No rescaldo da tragédia que está a fazer chorar Portugal e, em parte, Portalegre, pelo recente acidente na Sertâ, aumentam as questões sobre a razão que terá levado o condutor do autocarro a despistar-se.
Quais terão sido então as causas de tamanho desastre?
Como qualquer outro acidente, não se pode excluir a possibilidade de o acidente ter resultado de uma distração, sono ou algum comportamento menos próprio por parte de quem conduzia o veículo, nomeadamente, não adequar a velocidade em função do piso, condições atmosféricas e tipo de veículo.
Quando assisto em alguma comunicação social pessoas a comentar o que não sabem, dizendo que a causa do acidente é o piso, é a má sinalização, não terei grandes dúvidas ao afirmar que mais de 99% dos acidentes rodoviários são causados por erro humano. Os condutores, terão que ter a capacidade para adequar a velocidade em função do piso, das condições atmosféricas, do veículo que conduz e outros fatores relevantes para que nunca sejam surpreendidos e consigam fazer parar o veículo em condições de segurança, no espaço livre e visivel que tem à sua frente. Deixo-vos alguns conselhos para a condução de veículos pesados de passageiros:
  • As dimensões de um autocarro, nomeadamente a altura, requer do seu condutor, uma atenção máxima, para que em nenhum momento perca o controle do veículo.
  • Circule com a pressão correta nos pneus. Pressão a menos pode provocar rebentamento do pneu por sobreaquecimento. Atenção à profundidade do relevo dos pneus, pelo menos 1mm.
  • Nas descidas de forte inclinação, na abordagem de locais de ma visibilidade trave, também, com o motor, “desça” a mudança.
  • Antecipe e preveja situações de trânsito que podem acontecer para nunca ser surpreendido nem surpreender.
  • Em caso algum circule só com os mínimos acesos. Do anoitecer ao amanhecer e de dia sempre que as condições atmosféricas sejam más, ligue os médios. Complemente, também, com as luzes de nevoeiro, sempre que esteja nevoeiro. Nunca esqueça, as luzes servem para ver e ser visto.
  • Circule com uma distância em relação ao veículo da frente, que lhe permita a qualquer momento reduzir a velocidade ou parar em condições de segurança.
  • Sempre que o piso esteja em mau estado ou as condições atmosféricas sejam más, circule com velocidade especialmente moderada.
  • Pare de duas em duas horas, saia do veículo e tome um pouco de ar.
  • Não ingira qualquer bebida alcoólica e muita atenção a certos medicamentos. Há medicamentos que ao serem tomados não se deverá conduzir.
  • Respeite os tempos de repouso e evite conduzir em condições de stress.
  • Não se distraia com os passageiros, lembre-se que um pequeno descuido pode ser fatal.
  • Exiga que os passageiros circulem sentados e com o cinto de segurança devidamente colocado.
  • Nunca inicie a marcha sem se certificar que as portas estão fechadas.
  • Só abra as portas com o veículo completamente imobilizado.
  • Faça a formação CAM de acordo com a lei vigente.
  • Circule com os médios ligados ao transportar crianças até aos 16 anos.
  • Faça exames regulares para testar a visão.
Lembre-se que não existem estradas perigosas, o condutor esse sim poderá ser perigoso se não souber adaptar a velocidade às condições do piso em que circula, às condições atmosféricas e ao tipo do veículo e carga transportada.
Deixo uma última questão aos nossos governantes. Porque é que para “tirar” a carta de condução de pesados de passageiros, basta ser titular da carta de condução de ligeiros? Qualquer cidadão poderá estar habilitado a conduzir um pesado de passageiros, mas não estará habilitado a conduzir pesados de mercadorias. Já lá vai o tempo, e assim estava correto, que, para obter a carta de condução de pesados de passageiros, o candidato teria que ter experiência comprovada há pelo menos dois anos de pesados de mercadorias! Há muita inexperiência “agarrada” a volantes de autocarros.
Nunca se esqueçam que quando conduzem um pesado de passageiros muitas vidas dependem de si.
Conduzam com segurança.
Amilcar Ferreira
Diretor/Instrutor Escola de Condução Estrela do Nabão

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Revalidação da Carta de Condução


Com a entrada em vigor da nova legislação, serão aplicados novos prazos para revalidação da carta de condução, mas, desta vez, só para quem tirou a carta de condução a partir de 02 de Janeiro de 2013.
Em termos práticos, a principal mudança, está na obrigatoriedade de revalidar a carta de condução de ciclomotor, motociclos e ligeiros a partir dos 30 anos de idade (25 anos no caso dos veículos pesados). Quem tirou a carta de condução antes de 02 de Janeiro de 2013, mantêm-se as datas para a renovação de carta, ou seja:
  • Ciclomotor, motociclos e ligeiros – 50, 60, 65, 70 e de 2 em 2 anos.
  • Pesados de Mercadorias com ou sem reboque – 40, 45, 50, 55, 60, 65, 68 e de 2 em 2 anos.
  • Pesados de Passageiros – 40, 45, 50, 55, 60 anos.
Ignorem os prazos de validade que estão mencionados na vossa carta de condução, todos os dias, aos nossos balcões, nos deparamos com pessoas que, sem saberem, tinham a carta de condução caducada.
Se tiver a sua carta de condução caducada, poderá renová-la nos dois anos seguintes ao termo da sua validade. Se tiver passado entre 2 e cinco anos, poderá renová-la, efectuando exame prático de condução. Se tiver passado mais de cinco anos após o termo de validade da carta, só terá novo título de condução com a matrícula em escola de condução, frequentando aulas e fazendo exame de código e condução.
Com a alteração à lei e para veículos pesados, deixa de ser obrigatório o atestado médico passado pelo Delegado de Saúde, poderá ser passado por qualquer médico no exercicio da sua função.
Preocupa-me saber, que estas alterações apenas visam sacar do povo mais e mais dinheiro. Preocupa-me saber, que a nossa classe politica não presta e está subjugada, esmagada, pelos interesses de uns quantos grupos económicos e financeiros. Era de todo pretinente que os jovens na escola tivessem uma disciplina de educação rodoviária bem como os condutores de cinco em cinco anos atualizassem os seus conhecimentos e melhorassem as suas atitudes em prol da segurança rodoviária.
A educação rodoviária é um processo de formação ao longo da vida que deveria envolver toda a sociedade num esforço conjunto tendo como finalidade a mudança de comportamento e a transformação de hábitos sociais, que visasse a diminuição da elevada sinistralidade rodoviária e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida e o bem-estar geral das populações.
O comportamento em ambiente rodoviário é inseparável das relações sociais e a educação rodoviária indissociável da formação da pessoa enquanto cidadão. Há muito tempo que os “nossos” governantes se deveriam preocupar em desenvolver dinâmicas educativas , envolvendo as familias e a comunidade de forma a incentivar uma cultura de prevenção do risco e promover práticas de cidadania.
Amilcar Ferreira

sábado, 22 de dezembro de 2012

O Condutor e a Velocidade!


O excesso de velocidade aumenta muito o risco de acidente, desempenhando um papel determinante em cerca de 30% dos acidentes mortais. Trata-se de um dos maiores problemas para a segurança rodoviária. Cerca de 40% a 50% dos condutores ultrapassam o limite de velocidade recomendado e 10% a 20% excedem esse limite em mais de 10 quilómetros por hora. A velocidade excessiva aumenta a probabilidade de acidente bem como a de ferimentos graves e de morte em caso de acidente.
Não há uma solução única para o problema do excesso de velocidade. A resposta passa por uma combinação entre uma melhor concepção de infra-estruturas rodoviárias e a educação dos condutores. Os controles e as câmaras na estrada têm, em certa medida, um papel dissuador do excesso de velocidade. Discordo em absoluto nos radares escondidos “caça à multa” em que o objetivo é apenas sacar do povo mais impostos.
Poupariam-se muitas vidas, diminuir-se-ía a taxa de sinistralidade rodoviária se os condutores fossem informados onde estão os radares, mas há muito que somos governados e tutelados por gente “sábia” e então aí está o povo e as empresas a pagar os erros e os roubos daqueles que todos os dias nos “entram pela casa dentro” a pedir sacrificios.
A época Natalícia aproxima-se, com ela mais viagens são efetuadas, deixo-vos alguns conselhos de forma que a chegada em alegria não seja trocada por um manto de dor.
Assim:
  • Em caso algum utilize o telemóvel com o veículo em circulação. Pare o veículo em sitio seguro para falar, ler ou enviar mensagens.
  • Pare de 2 em 2 horas saia do veículo e tome um pouco de ar.
  • Não conduza sob efeito de álcool, drogas e certos medicamentos.
  • Arrume a mercadoria no porta-bagagem e tente distribuí-la o mais equilibrado possível.
  • Atenção ao estado das escovas de limpa-vidros e à pressão correta dos pneus.
  • Não tenha pressa em chegar, mas sim chegar em segurança. Modere a velocidade na aproximação de todos os locais de má visibilidade, ao entrar dentro das localidades, na aproximação de passagens de peões ou se as condições atmosféricas forem más.
  • Com as condições atmosféricas adversas, circule com os médios ligados e complemente com as luzes de nevoeiro em caso de estar nevoeiro.
  • Atenção à distância em relação ao veículo da frente, aumente essa distância sempre que o piso esteja em mau estado ou escorregadio.
  • Utilize sempre o cinto de segurança e as crianças devem viajar na cadeira apropriada e devidamente amarrada.
  • Faça refeições leves, não conduza depois de ingerir uma refeição abundante.
  • Se tiver de efetuar a manobra de ultrapassagem, “desça” a mudança de forma que a manobra seja executada o mais rápido possível.
  • Não exceda os limites de velocidade e adote a velocidade de acordo com o meio envolvente, nomeadamente, as condições atmosféricas.
  • Nas curvas de má visibilidade não utilize só o travão , utilize também o motor como auxiliar do travão. Trave com a caixa de velocidades.
  • Veja o estado de todo o sistema de iluminação do veículo.
  • Em caso de avaria, tente colocar o veículo em sitio seguro e coloque o triângulo de pré-sinalização de perigo, pelo menos a 30 metros do veículo de forma que o triângulo se veja a pelo menos 100 metros. Utilize, também, o colete enquanto coloca o triângulo ou repara a avaria.
  • Ao entrar nas vias de acelaração das auto-estradas ou vias equiparadas, aumente a velocidade de forma que ao entrar na faixa de rodagem das mencionadas vias o faça em segurança.
  • Se abordar algum acidente, ajude se necessário, se não for preciso ajuda, afaste-se e prossiga a viagem.
Com o final do ano a aproximar-se, não deixo de expressar o nosso muito obrigado pelos agradecimentos que tenho recebido, vindo de vários quadrantes da sociedade.
  • Procurei melhorar os conhecimentos e criar atitudes positivas aos leitores.
  • Orgulhamo-nos da elevada taxa de aprovações que proporcionamos aos nossos alunos.
  • Alertei os candidatos a condutores . Eles hoje já sábem os sérios riscos que correm ao matricularem-se nas escolas de condução low-cost.
  • Resolvemos ao nosso balcão milhares de situações de condutores e veículos, para isso mantemo-nos abertos inclusivé à hora de almoço.
  • Ajudamos a criar muitas oportunidades de trabalho, nomeadamente, na formação de condutores de pesados e formação CAM.
Os tempos que se aproximam não vão ser fáceis. Vão haver alterações ao regime jurídico do ensino de condução, escolas de condução low-cost terão de encerrar, é a minha percepção.
As dificuldades financeiras do povo irão aumentar, austeridade doentia e a frieza tecnocrata assim o diz, mas nós cá estamos para continuar a ajudar-vos neste bem essencial da vida: a carta de condução.
A todos os leitores do jornal Cidade de Tomar, a todos os alunos, ex-alunos e amigos desejo um Feliz Natal e um melhor ano.
Não percam a esperança numa vida melhor.
Um abraço.
Amilcar Ferreira

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

COMBUSTÍVEIS DE MARCA BRANCA. MITOS E REALIDADES!


Numa altura em que milhões de portugueses têm à porta o maior saque fiscal que há memória, vem a DECO PROTESTE e depois de testar quatro combustíveis: Galp Gforce, Galp Hi-Energy, Jumbo e Intermarché dizer que é tudo igual ao litro!
A polémica é tão antiga quanto os próprios combustíveis de marca branca!
Pensem então comigo:
Tendo em conta que as marcas brancas compram o combustível (sem aditivos) às petrolíferas Galp, Repsol, BP, etc e se a tão falada aditivação é recente e aparentemente praticado apenas por algumas companhias e não em todas as gasolineiras, então podemos concluir que ao longo dos últimos anos estas companhias tem vindo a comercializar um produto que danifica as mecânicas dos automóveis? Claro que não!
De acordo com os construtores, automóvel GM, Toyota e Renault, todos referem não se opor à utilização dos combustíveis de marca branca desde que estes cumpram com as normas e padrões de qualidade impostos pela legislação em vigor, o que é o caso em Portugal!
Vamos à explicação técnica:
  • Para que haja uma boa performance do seu veículo em termos de consumo e potência é importante que os injetores estejam em bom estado de limpeza.
Será necessário algum aditivo constante? Claro que não!
Tem alguma garantia que os combustíveis que não são de marca branca têm esse aditivo? Claro que não!
Então que fazer? Deixo-vos ao vosso critério! Eu há muitos anos que utilizo combustíveis de marca branca e de quando em vez, mais ou menos 20.000 kms, adquiro uma embalagem de liquido “limpa injetores” e adiciono no depósito do combustível e assim ninguém me engana, porque tenho a certeza que adciono aquilo que muitos lhe querem chamar “aditivos”!
Quanto à saúde do motor do seu veículo, o aditivo ou não, não tem importância, mas sim uma boa qualidade de óleo e mudanças do mesmo óleo e filtro na quilometragem adequada.
É urgente criar um regulador para o setor que defenda os consumidores e fixar coimas realmente eficazes. Basta de alegações enganosas e práticas lesivas aos consumidores.
Deixo-vos um conselho final – pressões corretas nos pneus, não “puxar” muito as mudanças nem deixar “morrer” o motor do veículo e nada de excessos de velocidades, além de contribuir para a vossa segurança e dos outros, o consumo de combustível reduzirá de certeza!
Amilcar Ferreira

sábado, 10 de novembro de 2012

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DA ESTRADA E EXAMES DE CONDUÇÃO!


Com a entrada em vigor no dia 02/11/2012 do Decreto-Lei nº 138/2012, somos presentiados com mais alterações ao código da estrada bem como aos exames de condução.
Sentir-me-ía bem mais confortável se, finalmente, fossem introduzidas medidas de “fundo” que permitissem a diminuição da sinistralidade rodoviária bem como medidas que travassem o cada vez maior aparecimento de escolas de condução low-cost, que, pelo que se assiste, tanta maldade tem causado aos nossos jovens pela falta de informação se inscrevem nessas escolas de condução e depois acontece o que a sociedade tem assistido.
Deixo-vos as principais alterações ao código da estrada bem como aos exames de condução. Assim:
  • Os veículos de segurança prisional passam a ser equiparados aos veículos em serviço de urgência;
  • O transporte de passageiros em velocípedes passa a ser permitido;
  • O IMTT deixará de entregar títulos de condução aos condutores com coimas por pagar (entrega apenas uma guia de substituição);
  • Os condutores não podem possuir duas cartas de condução válidas emitidas por dois Estados-Membros da UE diferentes;
  • Os condutores com carta de condução da EU que fixem residência em Portugal passam a dispor de 60 dias para comunicar ao IMTT a sua residência;
  • A avaliação médica dos condutores de automóveis pesados deixa de ser obrigatória pelo Delegado de Saúde, passando a ser realizado por qualquer médico no exercicio da sua profissão;
  • Mantem-se a obrigatoriedade de exame psicotécnico para obter ou renovar a carta de condução de pesados. A avaliação psicológica é realizada por qualquer psicólogo no exercicio da sua profissão;
  • Os condutores com idade igual ou superior a 70 anos que pretendam renovar a carta de condução devem apresentar ao médico que os avaliar relatório do seu médico assistente com informação detalhada sobre os seus antecedentes clínicos;
  • A licença de condução de ciclomotor passa a tomar a designação de carta de condução da categoria AM;
  • Os titulares de carta de condução da categoria de automóveis ligeiros obtida há mais de 3 anos e com, pelo menos, 21 anos de idade podem conduzir pesados de mercadorias com peso bruto inferior a 4250kg (para fins de recreio e não podem transportar mercadorias, exceto as indispensáveis aquela utilização);
  • As licenças de condução de ciclomotores, motociclos de cilindrada não superior a 50cm3 e de veículos agrícolas emitidas por Câmaras Municipais mantêm-se em vigor, devendo ser trocadas por novos títulos, a emitir pelo IMTT, a requerimento dos interessados;
  • A inspeção a motociclos de cilindrada superior a 250cm3 ainda não é obrigatória, está pendente a mesma obrigatoriedade de uma portaria que calendarize as datas de inspeções;
  • Há alteração às datas das renovações das cartas de condução, mas só para aqueles que obtenham a carta de condução a partir de 02/11/2012;
Nas alterações aos exames de condução não há nada de muito relevante, saliento apenas que:
  • A prova teórica para obter a carta de condução de motociclos e ligeiros em conjunto passa a ser constituída por 40 questões. Esta prova tem a duração de 40 minutos e o candidato tem de acertar em, pelo menos, 36 perguntas para aprovar;
  • Deixa de ser exigido o bom estado de conservação do documento de identificação para exame, basta que permita a identificação do candidato;
  • Passa a ser possível o recurso a tradutor na prova teórica para todos os candidatos que não possuam conhecimentos suficientes da Língua Portuguesa, independentemente da sua nacionalidade;
  • Deixa de ser possível mudar de centro de exames quando o candidato muda de residência profissional;
  • O candidato a condutor poderá escolher o centro de exames onde pretende realizar a prova – centro público ou privado;
  • Na prova prática, o instrutor passa a ocupar o atrás do examinador;
  • O tempo gasto nas questões prévias à circulação, deixa de contar para efeitos da duração mínima da prova prática;
Deixo um alerta a todos os condutores para cada vez mais respeitarem o Código da Estrada, para além da vossa segurança e dos outros, as infrações são cada vez menos desculpabilizadas, consequência do saque a que todos nós nos vamos habituando.
Aos candidatos a condutores: não facilitem quer no ensino quer onde se inscrevem para tirar a carta de condução. As reprovações acontecem(e não são baratas) a todos os que não forem bem preparados para exame.
A todos os instrutores aconselho-vos a atualizarem-se e apostar na vossa formação para que prestem um ensino de qualidade.
Para mais algum esclarecimento contem connosco aos nossos balcões bem como para amilcar.julio@hotmail.com.
Conduzam com segurança!
Amilcar Ferreira
Diretor/Instrutor/Examinador Escola de ConduçãoEstrela do Nabão