terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O PEÃO E OS ATROPELAMENTOS



Os atropelamentos a peões e animais, é um flagelo que atinge a sociedade e quem nela desenvolve estratégias para que eles não ocorram. Acontece que continuam a suceder-se casos de atropelamentos, com maior ou menor gravidade.
Portugal, tal como outros países, sofre em grande escala com esta maleita. Muitos são os registos de sinistralidade rodoviária, onde surgem os atropelamentos como fator de consequência e aos quais não é dada uma resposta adequada. Se por uma perspetiva os condutores insistem em afirmar que grande parte da percentagem dos atropelamentos se deve a uma má postura rodoviária dos peões, por outro lado são os peões, que afirmam que não existe respeito nem prudência para com os peões, por parte dos condutores.
Se analisarmos os dois pontos de vista, ambos têm razão; há muitos peões que não optam por uma postura rodoviária adequada ao défice de espaços a eles destinados, para circularem em segurança, no entanto existem também muitos condutores que se esquecem dessa realidade e não praticam uma condução defensiva, procurando sempre uma maior segurança geral.
O flagelo dos atropelamentos pode ser diminuído, diminuindo desse modo a dor das vítimas, dos familiares e dos custos inerentes às ocorrências. Basta que para tal, cada um dos responsáveis pela segurança e prevenção rodoviária, desenvolva a sua ação corretamente.
Apontar o dedo é fácil e atribuir culpa ainda mais. Acontece que a ocorrência dos atropelamentos não é culpa de um só dos intervenientes, têm sempre na responsabilidade, os dois.
Os atropelamentos surgem por diversas razões; uma, pela deficiente prática na circulação de veículos em locais de risco elevado, como por exemplo na proximidade de escolas, centros de saúde, jardins, etc., mas também pelo desrespeito das passagens assinaladas para a travessia da faixa de rodagem. Acontece que em muitos locais as «passadeiras» não se encontram nos locais adequados, estando localizados em espaços de risco elevado, com deficiente visibilidade ou ponto de aceleração à saída da via de rotundas.
Também existem as não passadeiras, ou seja , aquelas que não estão pintadas no pavimento ou que a tinta está tão gasta que não se vê.
É aqui que encontramos os que partilham a responsabilidade pelos atropelamentos; os responsáveis autárquicos que insistem em não efetuar uma manutenção adequada á sinalização horizontal na via, assim como em não equipar as estradas nacionais com espaços reservados á circulação de peões ou bermas, obrigando-os a circularem na faixa de rodagem, em locais, muitas vezes, só por si, já limitados à circulação de veículos. Assim, para que se possa diminuir, efetivamente, cada um dos intervenientes deverá atuar de acordo com as suas responsabilidades. Assim:
- Se é condutor, deve moderar especialmente a velocidade ao cruzar com veículos, pessoas, animais e na aproximação da passagem e travessia de peões.
- Se é peão, « é o elo mais fraco » . Deverá, só atravessar a faixa de rodagem, mesmo nas passagens de peões, quando tiver a certeza, que, não há perigo de ser atropelado. Deverá também atravessar a faixa de rodagem o mais rápido possível.
Os responsáveis políticos, deverão, também, desenvolver uma ação de revitalização do meio rodoviário, para que o nível de segurança dos peões aumente.

  Diretor/Instrutor – Escola de Condução Estrela do Nabão

sábado, 15 de novembro de 2014

Multado! E agora?



Ao contrário da generalidade das leis, o código da estrada presume a culpa do condutor, não a sua inocência. Por isso, à mínima suspeita de infracção, é autuado e “convidado” a pagar.
Não vale de nada recusar a notificação ou fazer de conta de que não recebem: a ANSR considera-o avisado da mesma forma e avança com a cobrança.
Com a alteração à lei e quando a notificação for efectuada no ato da verificação da contra-ordenação, o infractor deve, de imediato ou no prazo máximo de 48 horas, prestar depósito de valor igual ao mínimo da coima prevista para a contra ordenação imputada.
Quando o infrator for notificado da contra ordenação por via postal e não pretender efetuar o pagamento voluntário imediato da coima, deve, no prazo máximo de 48 horas após a respetiva notificação, prestar depósito de valor igual ao mínimo da coima prevista para a contra ordenação praticada. Os depósitos referidos, destinam-se a garantir o pagamento da coima em que o infrator possa vir a ser condenado, sendo devolvido se não houver lugar a condenação. Se não for prestado depósito, os documentos serão apreendidos. Será apreendido o título de condução, se a sanção respeitar ao condutor, se a sanção respeitar ao veículo, serão apreendidos os documentos do veículo. Se a sanção respeitar ao condutor e for também ele o proprietário do veículo, serão apreendidos, todos os documentos (condutor e veiculo).
“Hoje” o pagamento das coimas é sempre em depósito, converter-se-á em definitivo, se, ao fim de quinze dias úteis o leitor nada fizer, ou seja, não impugnar. Ser autuado não quer dizer que tenho obrigatoriamente de concordar com a coima. Se acha que foi injustamente autuado e pretende contestar, saiba que o pode fazer num prazo de quinze dias úteis. Para isso deve enviar uma carta registada com aviso de receção dirigida à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), cuja morada é a seguinte: Parque de Ciências e Tecnologias de Oeiras, Avenida de Casal de Cabanas, Urbanização de Cabanas, Golf, nº 1 Tagus Park – 2734-507 Barcarena.
Todavia, a questão de fundo reside num pergunta tão simples como esta: devo contestar a multa, ou não? Se a pergunta é simples, a resposta é bem mais complexa, visto depender de vários fatores e das circunstâncias de cada caso.
O mais gritante é aquele em que somos autuados por uma infração que não cometemos. Não se esqueça, porém, que não basta afirmar que não cometeu a infração, é imprescindível prová-lo. A prova pode ser testemunhal ou documental. Se decidir pela impugnação, deverá consultar um advogado ou alguém que o instrua, no sentido de fazer uma exposição sucinta dos acontecimentos arrole até três testemunhas e se possível apresente documentos que possam confirmá-la.
Na exposição, invoque o artigo nº 175, nº 2 alínea b) do código da estrada.
 Já percebeu caro leitor, que tem ao seu dispor ferramentas de defesa, mas, faça uma condução segura, pense que ao cumprir o regulamento do código da estrada, a sua vida e a dos outros, estará também mais segura e evitará despesas e possíveis conflitos com os agentes autuantes. É minha perceção que os agentes autuantes têm metas (montantes) a atingir em multas ou oferecerão um “prémio de produtividade” proporcional às quantias que conseguirem sacar aos cidadãos mais negligentes. Como não conseguem aumentar as receitas fiscais, como já venderam (quase) tudo o que havia para vender neste país, resta a intensificação das várias fiscalizações susceptíveis de confiscar mais uns euros aos portugueses.
Diretor/Instrutor 

sábado, 11 de outubro de 2014

CAÇAR A CAÇA À MULTA



Poucos serão os automobilistas deste País que ainda não foram autuados por excesso de velocidade ou estacionamento, em situações que cheiram claramente a injustiça e a caça à multa.
Em resumo, o que se passa é que, as patrulhas das forças policiais, optam frequentemente por se instalar bem confortáveis e escondidos em locais onde não há perigo aparente ou latente, com o radarzinho numa mão e o terminal do multibanco na outra, tal qual pescador à espera do encanto peixe que morda no anzol. E não é preciso esperar muito, os peixes “mordem todos” sem saber sequer que estavam a ser pescados. Ao final do dia a “pescaria” dava para abastecer o Canadá durante um mês.
O que é grave, diria mesmo insuportável, é que todos sabemos que muitas destas operações (não todas como é evidente), são verdadeiras caças à multa motivadas exclusivamente pelo desígnio de angariar receitas para os cofres, ajudando a “pagar” BPP, BPN, PPP, BES e afins.
Na zona de Tomar, a caça à multa junto á Fábrica da Platex, Santa Marta, Alvito, são um exemplo evidente. O que estão a fazer, em nada diminui a Taxa de Sinistralidade e deveria ser esse o objectivo.
Não estará o estado a utilizar um direito que lhe assiste de forma abusiva, para atingir um fim que nada tem a ver com a razão pela qual o direito lhe é conferido?
Será que esse desvio do direito em causa para atingir fins de arrecadação de receitas não excede manifestamente os limites da boa-fé? Sinalizem onde estão radares e aí sim “ poupariam “ muitas vidas.
Se são competentes para mandarem a “cartinha” para casa porque numa zona de velocidade máxima de 50 Kms/hora alguém circulava a 60 Kms/hora, qual o porquê de
não haver coimas por: posicionamento indevido na mudança de direcção à esquerda e na circulação em rotundas, contorno de placas triangulares pelo lado errado, não feitura de “piscas”, circulação em mínimos com as condições atmosféricas adversas? Desconhecimento do regulamento do código da estrada? Ou a lei do mais fácil e “dá milhões”! Preocupem-se acima de tudo na fiscalização da taxa de álcool no sangue, condução sob o efeito de drogas, condução sem título, sem seguro obrigatório, sem inspecção obrigatória e veículos a circularem com nível de poluição atmosférica e sonora não permitido pela lei. Quanto à “caça à multa” nos estacionamentos, à décadas que é uma rotina nos agentes autuantes. Na nossa querida cidade de Tomar que amamos, existe um rol de queixas, por inúmeras autuações sem nexo nem bom senso. Recordo pretensas autuações junto ao estádio de futebol a equipas de competições desportivas que nos visitaram. “Agora” , que na nossa cidade de tomar foi imposto o atravessamento da corredora para cargas e descargas às horas que alguém sonhou , violando normas constitucionais, não quero acreditar que haja algum “jogo”  de interesses, com objectivos bem definidos, afinal os parques de estacionamento estão a render uma “pipa de massa”.
Citando Maximilier de Rogespizrre:
 “ A mesma autoridade divina que ordena aos reis serem justos, proíbe aos povos serem escravos” .
Amilcar Ferreira

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O PAI FORMADOR OU EDUCADOR?



A carta de condução, nos dias de hoje , é um bem de extrema necessidade. É uma ferramenta que, por vezes permite “arranjar” trabalho, bem como uma autonomia nas mais diversas deslocações.
Acontece que, cada vez mais, os jovens desejam ter uma autonomia de movimento, não estando sujeitos à dependência dos pais para de deslocarem entre pontos do seu interesse ou necessidade. Querem ser possuidores de uma carta de condução e, se possível, de um veículo próprio.
Quando se acercam de uma escola de condução, buscam, erradamente, o valor mais baixo e pouco se preocupam com a qualidade na formação. Quando chega o momento de desenvolver a prática “da coisa”, optam, alguns pais, por assumirem o papel de formador e desenvolvem lições caseiras, recorrendo a parques de estacionamento ou vias públicas pouco movimentadas.
É verdade que um pai encartado é uma pessoa habilitada a conduzir um veículo na via pública. No entanto, sabemos que a condução de uma pessoa encartada vai sofrendo alterações ao longo dos anos de prática, sendo regras formais substituídas por regras informais e que vão adquirir uma presença formal nesse condutor.
Ao “ensinar” o seu filho a conduzir em “casa”, as regras que vão ser ministradas são as falsas formais, o que vai fazer com que haja conflito quando o jovem as aplicar no ensino da escola de condução ou até no exame prático.
Assim, coloca-se a questão; será um pai/mãe um bom formador se não estiver habilitado a sê-lo nessa área, ou será melhor optar pela vertente educador? A resposta parece-me bastante clara. Um pai/mãe, antes de pensar em ser um formador, deve ser um bom educador. Deve dar bons exemplos rodoviários ao seu filho (a), ter boas posturas e correctos comportamentos.
Antes de pensar em colocar o seu filho (a) ao volante de um automóvel, deve ensina-lo  a andar de bicicleta, oferece-lhe um manual de regras de segurança para essa mesma bicicleta e, mais tarde, um livro de “Código da Estrada” para que ele(a), possam começar a ter um contacto, com as regras e sinais de trânsito.
Quando chegar o dia em que o filho diz ao pai que quer aprender a conduzir, o pai deve com ele sentar-se a uma mesa e juntos desenvolverem uma serie de testes de código da estrada para perceberem, os dois, cada um no seu campo se, o pai tem real conhecimento das regras e sinais de transito para as poder transmitir ao seu filho e o filho se conhece minimamente essas mesmas regras e sinais de transito.


Porque se nenhum deles estiver preparado, não devem avançar para o passo seguinte, é que os pais avançam para o papel de formador, esquecendo-se do de educador e depois o custo do processo sai muito mais caro, pois não permitem aos seus filhos adquirirem formação essencial. 
Não ofereça só ao seu filho uma “carta de condução” ofereça lhe uma formação de qualidade, poderá fazer toda a diferença em ver por muitos anos, o seu filho vivo ou não.
“O inteligente resolve os problemas, o sábio previne-os!”

Diretor/Instrutor – Escola de Condução Estrela do Nabão

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Uma indecisão pode marcar a vida!

O regresso às aulas está de volta e com isso a azáfama que se vive diariamente no trânsito: filas de quilómetros, ora pára ora arranca, falar ao telemóvel, mudanças de direção mal sinalizadas, inexistência de distâncias de segurança, entre outros. As pessoas ficam, por isso, stressadas, ansiosas e irritadas, o que as leva, muitas vezes, a tomar as decisões erradas sobre uma tarefa tão complexa quanto a condução. 
A nossa vida pode mudar em 1 minuto…60 segundos apenas bastam para virar o nosso mundo ao contrário…comigo foi assim…num minuto ele estava a deixar-me na escola….no outro um motorista matou-o…a ele…ao homem da minha vida! A minha vida mudou para sempre…em apenas 1 minuto!
 É com tristeza que 14 anos depois, constato que nada mudou. Antes pelo contrário, a estrada tornou-se numa verdadeira selva! Falta educação no trânsito, falta o conhecimento pleno do Código da Estrada e, o mais importante de tudo, o saber cooperar, comunicar e respeitar os outros! 
O automóvel é uma arma, uma das mais perigosas, e ironicamente está ao alcance de qualquer um. Por isso, abracei o mundo do ensino da condução, para tentar mudar mentalidades, para salvar vidas. E isso, garanto-lhe, também, está ao alcance de qualquer um: é tudo uma questão de atitude!
Tudo começa antes de entrar no veículo! O condutor deve adotar uma atitude responsável antes de iniciar a condução, isto é, o condutor deve optar por uma condução defensiva! Conduzir de forma a prevenir, evitar e não provocar acidentes, adaptando-se às características da via, às condições atmosféricas adversas e aos comportamentos dos outros condutores, utentes e peões.
 Não deve conduzir se não se sentir em boas condições físicas e psicológicas ou sobretudo se estiver sob efeito de drogas, medicamentos ou álcool. Esteja ciente que uma má decisão sua pode arruinar a vida de uma família!
 Ao entrar no veículo, a forma como se senta é primeira medida defensiva a ter em conta. As pernas devem ficar ligeiramente abertas e os braços ligeiramente fletidos. A posição das mãos no volante deve corresponder às “9:15” (posição dos ponteiros do relógio) para um maior conforto e mais facilmente ter a possibilidade de corrigir a trajetória, quando necessário. Coloque sempre o cinto de segurança e verifique o painel de instrumentos antes de iniciar qualquer percurso para se certificar de que não existem anomalias no seu veículo. Não fale ao telemóvel sob pena de comprometer a segurança rodoviária. Sinalize todas as suas intenções: os indicadores de mudança de direção (“piscas”) existem em todos os veículos, garanto-lhe, e ao sinalizar uma mudança de direção, uma paragem ou uma ultrapassagem está a permitir que os outros o vejam e entendam, com a devida antecedência, quais as suas pretensões.
 Tenha em conta que a prioridade não é um direito absoluto. Como tal, é fundamental desconfiar do comportamento dos outros utentes e antecipar cenários. Nos cruzamentos modere a velocidade, use a olhadela, utilize os espelhos retrovisores e esteja atento aos ângulos mortos (zonas e pontos que não se conseguem ver nos espelhos), se for preciso abdique da sua prioridade!
 Redobre a sua atenção perto de escolas, parques, passagens para peões e parques de estacionamento, pois desses locais podem surgir crianças. São elas os utentes de maior vulnerabilidade devido à sua baixa estatura, falta de noção dos riscos e imprevisibilidade.
 De acordo com o Instituto da Mobilidade e dos Transportes, 90% dos acidentes têm como fator causal principal o homem, pelo que defendo que é a ele, ao homem, enquanto condutor, que cabe evitar os acidentes. 
Há 14 anos atrás um condutor irresponsável, que decidiu falar ao telemóvel enquanto conduzia, tirou a vida ao meu pai e a troco de quê?! Quantas mais vidas ficarão a meio do caminho até que os condutores mudem de atitude?! Seja responsável! Pense antes de agir! Não arrisque! Sempre que alguém arrisca, há alguém que sofre! E a culpa de ter morto alguém? A culpa não morre nunca!
  Maria Marques Sócia-Gerente/Instrutora Escola de Condução Estrela do Nabão

Maria Marques estreia "A vida em 1 minuto!"

Mais um membro da nossa equipa foi convidado para deixar o seu contributo num dos Jornais de destaques da nossa cidade de Tomar. Desta vez, a nossa líder, a sócia-gerente Maria Marques, aceitou o convite para quinzenalmente escrever uma Crónica para o Jornal "O Templário". "A vida em 1 minuto!" tem como objectivo mudar a mentalidade dos condutores e sensibilizá-los de forma a combater a sinistralidade rodoviária. Com esta crónica assinada pela, também, Instrutora e Licenciada em Comunicação Social, a Estrela do Nabão está agora presente em todos os semanários de Tomar. Uma forma de estar mais perto de si!

terça-feira, 26 de agosto de 2014

FÉRIAS EM SEGURANÇA

O Aumento de tráfego, característico do período de férias, é responsável pelos “picos” de sinistralidade também eles há muito característicos dos meses de Julho e Agosto. Neste sentido, dado que a esmagadora maioria dos acidentes registados têm um grande peso do fator humano, compete ao condutor adotar comportamentos seguros, que lhe possibilitem alterar o panorama atual. Desta forma, sendo vários os fatores a considerar para evitar que se corram riscos desnecessários, apresento de seguida, alguns conselhos fáceis de seguir aquando da preparação da viagem. Assim: - Nunca inicie uma viagem sem ter descansado adequadamente ou se não for sua ideia compartilhar as horas de condução com outra pessoa. É que a fadiga habitual, típica de um dia de trabalho, acrescerá a resultante da própria actividade da conduzir; - Antes de dar inicio à viagem é conveniente planear cuidadosamente o itinerário a seguir, optando pela estrada que apresente maior segurança, mesmo que tal implique uma maior duração ou custo da viagem. Neste sentido, sempre que possível, opte por viajar em auto-estradas; - Deslocando-se de férias com familiares e/ou amigos em vários automóveis é conveniente combinarem previamente os pontos de encontro e de paragem, a fim de evitar o “stress” de estar sempre pendente da perda dos outros veículos, o que em muitos casos é responsável por condutas de risco, tais como ultrapassagem precipitadas e , portanto, muito perigosas; - Não estipule nunca uma hora fixa de chegada ao local de destino nem imponha metas exageradas de tempo ou distancia, é que na impossibilidade de as cumprir terá tendência para adotar condutas de risco, principalmente no que respeita a velocidade e ultrapassagem; - Certifique-se antecipadamente de que o veiculo se encontra em boas condições mecânicas. Para tal, antes de dar início à viagem confira especial atenção à pressão dos pneus, limpeza dos vidros e dos faróis, nível de óleo do motor, estado de funcionamento do limpa pára-brisas e nível do limpa-vidros; - Não carregue demasiado o veículo e distribua a bagagem correctamente, dado que tais procedimentos, aumentam a distância de travagem, provocando também alterações de estabilidade do veículo e do controle da tua direcção. Além disso, não transporte volumes soltos, possíveis de prejudicar a visibilidade do condutor ou de se deslocarem em andamento; - Não conduza nunca mais de que oito horas por dia, parando cerca de quinze minutos a cada duas horas de condução ou a cada 150 a 200Kms. Por outro lado, caso viaje num veículo de duas rodas tenha em atenção que será mais afetado pela fadiga, razão pela qual, deverá fazer paragens ainda mais frequentes, no máximo a cada hora a meia de condução; - Utilize sempre o cinto de segurança e certifique-se de que todos os passageiros o fazem também. Transportando crianças faça-o sempre no banco de trás, utilizando os sistemas de retenção homologados e adequado à sua idade, peso e tamanho; - Os alimentos devem ser ligeiros e fáceis de digerir, devendo assim ser evitados os flatulentos e os salgados. O pequeno-almoço deve ser mais abundante do que o habitual, principalmente sempre que a ele se sucede o início da viagem. As bebidas alcoólicas não devem nunca ser ingeridas. Beba muita água para evitar a fadiga muscular, sendo também benéfica a ingestão de sumos e/ou refrescos não gaseificados; - Pratique condução defensiva, não surpreenda nem se deixe surpreender; - Entre outros aspectos, viajar em segurança implica sempre manter a distância de segurança adequada, cumprir os limites de velocidade e, acima de tudo, não circular nunca a velocidade excessiva. Circulando à velocidade adequada fará, não só uma condução mais segura, como também mais económica. Boa Viagem! Diretor/Instrutor/Escola de Condução Estrela do Nabão